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    CBHPM e tabela AMB: edições, portes e correspondência com a TUSS

    Explicação da CBHPM e das tabelas AMB 90 e 92, dos portes e das edições, com a correspondência pela TUSS 22 da ANS. Sem valores. Direitos reservados à AMB.

    Por Time IAcolabora · Atualizado em

    Conferido em 19/10/2026 · CBHPM e AMB: todos os direitos reservados pela AMB.

    CBHPM, tabelas AMB (como a AMB 90 e a AMB 92) e TUSS aparecem juntas em contratos e em guias, mas são coisas diferentes. A CBHPM e as tabelas AMB são publicações da Associação Médica Brasileira (AMB); a TUSS é a terminologia oficial da ANS usada nas guias TISS. A TUSS dá o código do procedimento. A CBHPM e as tabelas AMB organizam procedimentos para fins de remuneração, e o que vale em cada caso é o que o contrato com a operadora diz.

    Esta página explica as diferenças e como elas se cruzam. Ela não traz valores, não traz lista de códigos da CBHPM nem de tabela AMB e não substitui as publicações da AMB. CBHPM e AMB: todos os direitos reservados pela AMB. Quem precisa do conteúdo da CBHPM deve consultar a publicação da AMB, que informa a edição 2022 como a última e a oferece à venda em seu site.

    Existe CBHPM 2026?

    A AMB informa em seu site que a última edição da CBHPM é a de 2022 (conferido em 19/10/2026). Não encontramos, nas páginas da AMB que lemos, uma edição 2026. Quem vê "CBHPM 2026" em um contrato ou em um site deve perguntar de qual edição se trata e qual a fonte. As buscas por "CBHPM 2024" e "2025" têm a mesma resposta: confirme a edição com a AMB e com o contrato.

    Quem publica o quê

    CBHPM, tabelas AMB e TUSS: o que são, quem publica e para que servem ao faturista
    PublicaçãoO que éQuem publicaPara que serve ao faturista
    CBHPMClassificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos. Lista hierarquizada dos procedimentos médicos, por especialidade, organizada em portes.AMB, em conjunto com as sociedades de especialidade. A AMB informa que a última edição é a de 2022.Referência de organização e de remuneração de procedimentos médicos, quando o contrato a adota.
    Tabelas AMB (90, 92 e outras)Tabelas anteriores da AMB, conhecidas pelo ano de edição, que antecederam a CBHPM.AMB. Não encontramos fonte oficial da AMB que descreva a AMB 90: publicador, edição e situação. Ela é citada por materiais de entidades do setor.Aparecem em contratos antigos que ainda as citam.
    TUSSTerminologia Unificada da Saúde Suplementar. Códigos e descrições de procedimentos, materiais, medicamentos, diárias, taxas e mensagens.ANS, dentro do Padrão TISS.O código que vai na guia TISS. Não traz valores.

    Edições e anos

    • CBHPM: segundo a AMB, ela foi criada em 2003, com coordenação da FIPE-USP. Uma notícia do CFM registra a 5ª edição em vigor desde outubro de 2008. A AMB informa hoje, em seu site, que a edição mais recente é a de 2022. Entre uma e outra houve outras edições; esta página não as lista, porque o histórico completo vem da AMB e não o conferimos.
    • Tabela AMB 90 e AMB 92: a literatura do setor cita a AMB 90, a AMB 92, a AMB 96 e a AMB 99. Um texto do Colégio Brasileiro de Radiologia (2021) diz que, a partir da AMB 96, a adesão das fontes pagadoras foi baixa. Não afirmamos ano de lançamento de cada uma, porque a fonte que lemos não é da AMB e tem inconsistência de datas.
    • TUSS: é publicada por competência. A vigente indicada pela ANS em 19/10/2026 é a 202609.

    Por isso, quando um contrato diz "CBHPM" ou "AMB", a pergunta que importa é: qual edição? A resposta está no contrato.

    O que são porte e CH, em termos conceituais

    A CBHPM classifica cada procedimento em um porte. Segundo a AMB, a estrutura é de quatorze portes, e cada um tem três subdivisões. A ideia é hierarquizar: um procedimento de maior complexidade, esforço e risco fica em porte mais alto que um mais simples. Quando se fala em porte cirúrgico, é isso: a classe do ato cirúrgico dentro dessa escala.

    O porte, sozinho, não é dinheiro. Ele é uma classificação. A conversão do porte em valor depende de uma unidade monetária definida por quem contrata, e é por isso que dois contratos que citam "CBHPM" podem pagar de forma diferente pelo mesmo procedimento. Esta página não publica valores.

    Nas tabelas AMB mais antigas, a unidade era o CH (coeficiente de honorários), que material de entidades do setor descreve como sucessor da Unidade de Serviço. De novo: sem valores aqui.

    Por que operadoras usam uma ou outra em contrato

    A escolha é contratual. Algumas razões prováveis, que não são afirmações sobre nenhuma operadora específica:

    • o contrato é antigo e foi escrito quando a AMB era a referência;
    • a operadora e o prestador negociaram a CBHPM, em alguma edição, como base de remuneração;
    • a operadora usa tabela própria, com seus códigos e valores.

    A AMB reconhece, em nota de 2022, que a CBHPM não pode ser imposta às operadoras: a Resolução CFM 1.673/2003, que a reconhecia como padrão mínimo de remuneração, foi revogada em 2021 pela Resolução CFM 2.293/2021 por decisão judicial. Na visão da AMB, isso não invalida a CBHPM, que segue como parâmetro de honorários. Aqui só registramos a posição da AMB; a discussão jurídica não é objeto desta página.

    Para o faturista, o ponto é prático: leia a cláusula de remuneração do contrato, identifique a tabela e a edição citadas e confira com a operadora quando houver dúvida. A página não indica o que cada operadora adota.

    A correspondência pela TUSS 22

    A Tabela 22 da TUSS (procedimentos e eventos em saúde) tem origem na CBHPM. O texto oficial da ANS, no Componente Organizacional do Padrão TISS de setembro de 2026, item 95, diz: "A base para os procedimentos médicos é a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM, de responsabilidade da Associação Médica Brasileira (AMB)". Os procedimentos odontológicos vêm da CBHPO, e os códigos de outros profissionais de saúde são gerados pela ANS. O item 101 acrescenta que, se a descrição de um código vindo da CBHPM precisa mudar, a mudança é feita primeiro pela entidade responsável, que depois solicita a alteração na TUSS 22.

    Na prática, a guia TISS usa o código TUSS. Para saber quanto o contrato prevê por aquele procedimento, é preciso ligar esse código ao item da tabela de remuneração do contrato. Quem faz essa ligação é o contrato ou a operadora; esta página não publica a correspondência código a código. O que se pode fazer aqui é achar o código TUSS correto: use a consulta de código TUSS.

    Um cuidado: a TUSS é atualizada por competência e a CBHPM por edição, então os dois podem não coincidir em um dado momento. Descrições que mudam geram códigos novos na TUSS. Não afirmamos que cada código da TUSS 22 tenha item equivalente na edição vigente da CBHPM.

    Como usar isso no faturamento

    1. Identifique no contrato qual tabela de remuneração está em vigor (CBHPM, qual edição; tabela AMB; tabela própria).
    2. Preencha a guia com o código TUSS, consultado na ANS.
    3. Se a operadora glosar por divergência de código ou de nomenclatura, compare a descrição TUSS com a do contrato. O guia dos motivos de glosa ajuda a entender a mensagem.
    4. Em dúvida sobre guia e tabela, veja o guia TISS e os links oficiais das guias.

    Veja também a TUSS: o que é, tabelas e como consultar um código e o índice da Central de consultas.

    Fontes (conferidas em 19/10/2026)

    1. AMB, página CBHPM: https://amb.org.br/publicacoes-amb/cbhpm/ e página de aquisição https://amb.org.br/adquirir-cbhpm/ (rodapé "Todos os direitos reservados").
    2. AMB, Nota de Esclarecimento sobre a CBHPM, 17/11/2022: https://amb.org.br/wp-content/uploads/2026/01/CBHPM_Nota-de-Esclarecimento.pdf
    3. ANS, Padrão TISS, Componente Organizacional, setembro de 2026, itens 95 e 101: https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/prestadores/padrao-para-troca-de-informacao-de-saude-suplementar-2013-tiss/PadroTISS_ComponenteOrganizacional_202609.pdf
    4. CFM, "Lançada 5ª edição da CBHPM": https://portal.cfm.org.br/noticias/lancada-5a-edicao-da-cbhpm/
    5. CBR, "Dinâmica das tabelas de procedimentos médicos na saúde suplementar no Brasil" (05/11/2021): https://cbr.org.br/en/?p=38971

    Perguntas frequentes

    CBHPM e tabela AMB são a mesma coisa?

    Não. As tabelas AMB (como a AMB 90 e a AMB 92) antecederam a CBHPM, que a AMB criou em 2003 com estrutura de portes. Contratos antigos ainda podem citar uma tabela AMB.

    A TUSS é baseada na CBHPM?

    Para os procedimentos médicos da Tabela 22, sim: o item 95 do Componente Organizacional da ANS (setembro de 2026) diz que a base é a CBHPM, de responsabilidade da AMB. A TUSS também reúne procedimentos odontológicos, de outros profissionais, materiais, medicamentos, diárias e mensagens.

    O que é porte cirúrgico?

    É a classificação do ato cirúrgico na escala de portes da CBHPM (quatorze portes, cada um com três subdivisões, segundo a AMB). É uma classe de complexidade, não um valor. O valor depende do contrato.

    Esta página traz a tabela CBHPM ou AMB com valores?

    Não. Ela explica a diferença entre CBHPM, tabelas AMB e TUSS e leva ao código TUSS. As publicações da AMB são da AMB, que mantém todos os direitos.

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